quinta-feira, 3 de março de 2011

Maktub

Destino: o que há de vir, de acontecer; futuro.
Acontece que nem sempre é assim. O destino se encarrega de determinar como seremos, o que conquistaremos, quem amaremos, se seremos felizes ou não. Muitas vezes somos levados a pensar que o que nos aconteceu, antes mesmo de acontecer, já estava determinado.
Tomamos por certo o que nos foi bom. Caso contrário, a culpa é sempre do destino. Acontece que às coisas positivas, não atribuímos ao destino. Somente coisas negativas.
Destino é sinônimo de futuro. E o que dizer ou fazer, não sei bem, quando presente, passado e futuro são postos diante de nossos olhos? Esperar que o DESTINO se encarregue de fazer a escolha correta? Fugir da prisão que nos cobre de sentimentos impuros e que nos fazem abandonar sonhos e seguir vivendo em função do que já veio?
Por falar em sonhos, como interpretá-los? Para que eles servem? Outro dia tive um sonho. Queria acordar, gritar e quando finalmente despertei, apenas conseguia chorar. Sei que ainda possui lugar em meus pensamentos. Nesse sonho, não a via como em ambientes que costumava ver – cercada por cores, que a deixavam ainda mais bela. Estava cercada de manchas sombrias, de sangue. Acredito que esse sangue saía do meu coração, percorria seu corpo e marcava o chão com o contorno daquela figura. Mesmo assim, estávamos felizes. De repente, uma chuva torrencial caia do céu, levava toda aquela imundice com ela e parecíamos puros novamente. Estávamos cercados por espelhos, alguns quebrados. Não sabia direito o que fazer e de repente despertei. Talvez seja o destino me mostrando que ainda há maneiras de escolher, abandonar as prisões e encontrar o motivo da falta de afeto que acomete muitos seres humanos.
Mas escolhas são sempre difíceis. Uns se magoam, outros se alegram. Uns choram e outros sorriem. Almejamos sermos senhores de nosso destino, mas em desalinho vemos que somente o tempo é capaz de tamanha façanha. Como tomar a decisão correta? Se é que ela existe... Nossos destinos estão traçados. Vivemos apenas o que nos foi pré-desenhado, rascunhado. Disso não podemos nos esquivar. MAKTUB.