sábado, 12 de maio de 2012
Carta a um amigo
Mariana, 12 de maio de 2012.
Sweetness,
Imaginemos que alguém escreve um texto e que, de repente, esse alguém precisa abrir alguns parênteses. O que eles significam? Certamente, farão referência a alguma citação ou reprodução de fala ou explicação de algo. Mas e se usarmos isso como uma metáfora para o que acontece em nossa vida? De repente, parênteses ou aspas são colocados diante de nós. Nós? Pronome ou substantivo? Nesse caso, o parêntese foi um presente para o pronome, em uma tentativa de servir de auxilio ao substantivo. E assim, em uma tela de word, algo aconteceu. Foi assim com você, sweetness... É estranho pensar que, de repente, você tem como melhor amigo alguém que você conhece há pouquíssimo tempo, mas que sabe que há muito estava predestinado a encontrar. Maktub. É o que muitos irão dizer. Certamente, quando estivermos em estilhaços, quem é que procuraremos? Esse alguém! Sabe por quê? Porque você tem a certeza de que ele vai estar pronto para te dar um abraço, para te ouvir e, se for preciso, enxugará suas lágrimas. Não! Espere! Ele não enxugará suas lágrimas, mas sim não deixará que elas brotem.
É tão bom saber que há sempre um sorriso me esperando, em uma segunda feira, às 7h30, mesmo quando acordo mal humorado... Aliás, um sorriso cativante! Citando meu livro preferido: C’est le temps que tu as perdu pour ta rose qui fait ta rose si importante. Cada segundo passado ao seu lado é especial. Seja em momentos de risadas (às vezes puras, às vezes maldosas), seja em momentos de angústia (não importa se minhas ou suas angústias) ou simplesmente conversando por meios eletrônicos. Isso sim fez minha rosa tão importante. Atualmente, você tem me feito acreditar que “what doesn’t kill me makes me stronger”. Como agradecê-lo por isso? Não sei... Acredito não haver item lexical capaz de representar o que sinto. Há no léxico alguns verbos de valores semânticos que poderiam ser usados, tais como “amar, adorar, gostar” e outros de primeira conjugação, que compõem esse grupo. No entanto, não creio que eles, de fato, possam significar mais do que um gesto, como um abraço. O que fica é um desejo de nunca mais me separar. Uma vontade enorme de te colocar dentro de uma caixinha e nunca mais deixar que você saia, somente para poder te levar comigo para todos os lugares!
Finalmente... É piegas? Sim! Mas cabe perfeitamente uma nova citação do meu livro preferido: Tu deviens responsable pour toujours de ce que tu as apprivoisé. Sim, você se tornou responsável pelo que cativou, meu amigo. Todos nós somos responsáveis pelo que cativamos. Que assim seja! E que a “tela de word” se prolongue por toda a eternidade... Amo-te.
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