Sábado. Ou melhor, noite de sábado.
Como sempre, vago no caos. Perdido em meus pensamentos, questiono-me?
Não sei se vale a pena me perguntar o que parece não tão obscuro, mas com certeza não evidente.
Confusão? Quem sabe... Ilusão. Acho que assim defino melhor.
O que faço aqui? Como conviver com pessoas que são opostas a tudo que me parece normal?
Confusão... Embriaguez... Alucinação.
Algumas milhas me separam daquilo que um dia desejei ter.
E tive. Por algumas horas apenas, mas tive.
Acender cigarros, abrir garrafas. Embriagar-me, contaminar-me com a mesma droga
que eles usam? Não sei. Nem sei que drogas usam. E não falo de alucinógenos.
Nesse momento, continuam como animais. Selvagens em sua sociedade, mas livres, se estivessem em seu habitat natural. Vergonha? Só para eles.
E novamente, pergunto-me: o que faço aqui?
O que buscam? Sim, esses animais. O que desejam? Liberdade? Não encontraram.
Ou não encontrarão? Agora, jogo com palavras. Palavras vagas, mas que transcendem a um simples léxico e mostram a todos o que sinto. Mostram o quanto estou confuso.
Como justificar? Não sei... Aliás, acho que desisti de entender.
Quem sabe algum dia, essa utopia poderá ser explicada.
Um novo dia se aproxima. As pessoas simplesmente irão perceber o quão besta
é a vida e todos almejarão, como eu, apenas ver estrelas.
As estrelas... desejo incontrolável de ver estrelas. É só esperar. Um dia a hora da estrela vem.
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